terça-feira, 5 de abril de 2011

A Origem do Empreendedorismo Social I


Quando se menciona o termo “empreendedor social” parte do que ele transmite é uma mistura de sectores, a mistura do objectivo social, normalmente associado às instituições sem-fins lucrativos, com o tipo de uma orientação empreendedora, associada ao negócio, particularmente, o seu aspecto mais criativo e dinâmico.
Contudo, esta ideia de utilizar novas abordagens com contributos de diferentes sectores não é nova. Apesar dos termos serem relativamente novos, empreendedores sociais e acções de empreendedorismo social podem ser encontrados ao longo da história (Nicholls, 2006).

Nessa lista de pessoas historicamente notáveis, cujo trabalho desenvolvido e impacto criados transformaram o sector de cidadania, ilustrando o empreendedorismo social da altura, destacam-se como exemplo: Florence Nightingale de Inglaterra, fundadora da primeira escola de enfermagem e desenvolvimento de práticas de enfermagem modernas na Segunda Guerra Mundial; Michael Young que foi fundador da “School for Social Entrepreneurs” (SSE), e fundador do “Institute for Community Studies” no Reino Unido, desempenhou um papel central na promoção e legitimação do campo do empreendedorismo social (Leadbeater, 1997); Maria Montessori, a primeira médica italiana, que nos anos de 1960 começou a trabalhar com crianças e criou um método de educação revolucionário que defendia que cada criança tinha um desenvolvimento único.

Note-se que a grande diferença dos empreendedores sociais que aqui foram focados relativamente aos de hoje, reside na escala e no alcance do novo impacto social que conseguem gerar (algumas vezes a um nível sistémico), bem como ao leque de abordagens que são aplicadas para resolver os problemas sociais (Nicholls, 2006).

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